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UNIDADE 2 - OS CORPOS CELESTES SE MOVIMENTAM?

7. “Em cima” e “embaixo” no espaço

A imagem abaixo representa o planeta Terra (globo terrestre), com uma pessoa em pé no Rio de Janeiro (boneco de papel colado no globo). Essa imagem já foi usada na página anterior, ao falarmos dos dias e das noites, mas repare agora que a pessoa no Rio de Janeiro está “de cabeça para baixo” na imagem, ou seja, a cabeça do boneco está voltada para a mesa onde o globo terrestre se apóia.

Figura 23

Figura 23 - Representação do planeta Terra (globo terrestre) com pessoa em pé no Rio de Janeiro (boneco de papel colado no globo).

Apesar do que está representado na imagem acima, uma pessoa no Rio de Janeiro não se sente de forma alguma de “cabeça para baixo”. Podemos então nos perguntar:

Por que não sentimos quando estamos “em cima” e “embaixo” na Terra?

De uma forma resumida, podemos dizer que os conceitos de “em cima” e “embaixo” dependem de quem está vendo, ou seja, DEPENDEM DO REFERENCIAL.

Para entender melhor essa afirmação, observe as imagens a seguir:

Figura 24

Figura 24 - Astronauta nas proximidades da Terra.

Figura 25

Figura 25 - Astronauta nas proximidades da Terra.

Como você deve ter percebido, na verdade não temos duas imagens, apenas uma, observada de ângulos diferentes (a segunda imagem foi girada em um ângulo de 1800 em relação à primeira). Nessa situação, o astronauta está de cabeça para cima ou de cabeça para baixo?

É claro que, EM RELAÇÃO AO LEITOR, o astronauta está de cabeça para cima na primeira imagem e de cabeça para baixo na segunda, mas isso não corresponde à situação real do astronauta no momento da fotografia, pois o que o leitor está vendo depende apenas do ângulo de observação da imagem. Se considerássemos o solo da Terra (ao fundo na foto) como “embaixo”, poderíamos dizer que em ambas as fotos o astronauta está de cabeça para baixo, já que sua cabeça está voltada para o solo terrestre. Ou seja, EM RELAÇÃO À TERRA, o astronauta está de cabeça para baixo.

Nas fotos anteriores, se não existisse a Terra ao fundo para servir como referencial, não seria possível afirmar se o astronauta estaria de cabeça para cima ou de cabeça para baixo. Isso significa que nossa percepção de “em cima” e “embaixo” depende do referencial. Como vivemos no planeta Terra, costumamos usar a Terra como referencial. Nesse caso, consideramos o solo terrestre como “embaixo” e o céu como “em cima”. Para uma pessoa que está no hemisfério norte da Terra, por exemplo, o que está “em cima” e o que está “embaixo” é diferente do que está “em cima” e “embaixo” para uma pessoa no hemisfério sul, como mostra a imagem abaixo:

Figura 26

Figura 26 - Em relação à Terra, o que está “em cima” e o que está “embaixo” depende do local de observação. E em relação ao espaço, o que está “em cima” e o que está “embaixo”?

Algumas pessoas, ao observarem a imagem acima, poderiam imaginar a pessoa no hemisfério sul caindo para o espaço vazio na parte de baixo da imagem. Não existe risco de isso acontecer, pois a Terra atrai tudo o que está em suas proximidades para o seu centro, devido a sua gravidade (ver seção 10). Na verdade, não faz sentido dizermos que alguém pode cair na parte de baixo do espaço vazio, pois no espaço vazio NÃO EXISTE “parte de baixo” e nem “parte de cima”. Só podemos definir “em cima” e “embaixo” se tivermos um REFERENCIAL para isso.

ATIVIDADE 7

Assista novamente ao vídeo abaixo, filmado por uma pessoa dentro de um brinquedo de parque de diversão (seção 5). Repare que, no final do vídeo (aproximadamente no instante 3:17 do vídeo), os dois garotos filmados se encontram de “cabeça para baixo” em relação ao parque, mas só é possível perceber isso porque o cordão de um dos garotos é atraído pela gravidade da Terra.

Vídeo 2 - Filmagem em brinquedo de parque de diversão.
(http://www.youtube.com/watch?v=I6QT-aBeCCQ&feature=related).

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